A coordenação motora grossa são os atos cognitivos e motores que envolvem todo o corpo, principalmente os grandes grupos musculares, mas não só eles. Atividades como: andar, correr, pular, chutar ou arremessar uma bola.
O desenvolvimento da coordenação motora no geral, envolve processos cognitivos e motores. Habilidades essas, que começam a ser adquiridas desde o útero, quando o feto se movimenta, com chutes, cotoveladas e brincadeiras com o cordão umbilical. Após o nascimento, ocorre com mais intensidade a rede de conexões neurais, o bebê percebe o ambiente, movimenta os olhos, percebe o rosto da mãe, do pai, do irmão, com isso tenta alcança-los, assim com os móbiles. Com o aumento do interesse pelo ambiente e pessoas, o bebê inicia os marcos motores, controle de cabeça, rolar, sentar, engatinhar, andar, correr e pular. Quando a criança atinge todas essas habilidades ela apresenta-se apta para aprender pular corda, andar de bicicleta, dar cambalhotas, subir em árvores, andar de skate, e o que ela e os familiares desejarem. Quanto maior a variedade de habilidades que a criança adquirir, melhor será sua consciência corporal, e melhor desempenho com atividades que necessitam da coordenação motora fina.
O grande marco de desenvolvimento da coordenação motora grossa é o andar, espera-se que a criança adquira essa habilidade até os 18 meses, após esse período já é considerado atraso. Então, se a criança não engatinhou, apresentou atraso para andar, é um sinal para os pais ficarem alertas. Outros sinais importantes, são aquelas crianças que caem muito, esbarram e tropeçam com facilidade, passam a sensação que não conhece as dimensões do próprio corpo.
Para o bom desenvolvimento da coordenação motora grossa é importante lembrar que ela envolve aspectos cognitivos e motores, e é a integração dos dois que faz com que respondamos ao movimento esperado e desejado, precisamos ter um cérebro integro em seu funcionamento, toda a rede neural que leva e busca as informações para nossos músculos. Entretanto, não quer dizer que se a criança possui alguma deficiência, ou algum transtorno, que ela não vai adquirir a coordenação motora grossa, mas haverá mais dificuldade na sua aquisição e execução, mas com tratamento adequado tudo possível.
Devemos buscar ajuda profissional quando percebemos que a criança se coloca em risco, devido as quedas, com o atraso for muito acentuado, quando não consegue realizar as atividades propostas pela escola e pelos grupos de amigos. Na primeira infância, a criança necessita adquirir essas habilidades, pois elas fazem parte da construção da sua autoestima e do seu pertencimento aos grupos.
Atividades ao ar livre, com outras crianças, pois umas aprendem com as outras, correr, pular, subir em arvores, brincadeiras de “carrinho de mão”. Esportes coletivos, como futebol, auxiliam muito na aquisição de habilidades motoras grossas e planejamento motor adequados.
Brincar de pegar bolhas de sabão, brincar de que não pode pisar em tal lugar, andar no meio fio, ou pisar em apenas alguns pisos demarcados, brincar de “carrinho de mão”. Pular corda, elástico, macaco disse, piques… Existem infinidades de brincadeiras divertidas, busquem a criança interior e lembrem das brincadeiras tão divertidas que fazíamos.
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